O diagnóstico confirmou o que, no fundo, há muito já sabia. Decidida a edificar a cura, ou pelo menos a controlar a doença, juntamente com a medicação para o quadro depressivo, agarro-me ao que me traz alegria no cotidiano:
- ser chamada e visitada pelo meu netinho do coração (sempre tenho e terei tempo para ele);
-olhar diariamente se as sementes de rosmaninho conseguiram sobreviver às bicadas dos pássaros (algumas resistem...);
-pôr água nas plantinhas da varanda;
- caminhar à tardinha com o meu amor na orla de Copacabana ;
- dedicar as manhãs escrever um pouco no computador;
- verificar, antes de dedicar-me à produção de textos, se há mails enviados pelos filhos;
- ver de 15 em 15 dias a minha netinha (e o meu filho) na web cam;
- assistir (quase) todos os sábados aos filmes da Sessão do porfessor;
- de vez em quando escrever neste blogue;
-tecer o cachecol para a minha filha;
- etc.
Sinto que já seguro os bordos. E que o poço não é tão fundo...
Um blogue escrito por três pares de mãos separados por águas atlânticas. Uma viagem com escalas no Rio de Janeiro, em Londres e Senhora da Hora.
sábado, dezembro 06, 2008
sexta-feira, novembro 28, 2008
Sementes de rosmaninho 4
Os passarinhos fizeram a festa no meu herbário: bicaram e despedaçaram as mudinhas-bebês. Fiquei triste, mas depois pensei que o herbário estava ali, convidativo a bicos e olhares, e desfiz-me do sentimento de posse.
Não entendo muito de sementeiras, mas talvez seja um indicativo de que as sementes que germinaram eram mesmo de rosmaninho...
Há dois ou três dias surgiram novos tênues filamentos verdes. Hesito se devo recorrer à engenhosidade dos espantalhos, para que possam crescer sob meus olhos, ou deixá-los disponíveis a bicos desejosos...
quarta-feira, novembro 26, 2008
"Manhã-Llansol"
Teve a serenidade da vibração, como diria Maria Gabriela Llansol, a sessão "Onde vais, drama-poesia?" , realizada ontem, no Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro (Diálogos sobre Poesia Portugesa , 3º Encontro de Pesquisadores).
Foi uma "manhã-Llansol"* tão intensa, que precisei de algum tempo para me recompor. Transbordava de plenitude. Decidi não almoçar com os participantes, mas levei comigo a sensação de estar com eles e com ela à mesma mesa.
(* a expressão é de Jorge Fernandes da Silveira, e compõe a bela dedicatória do livro que ele me ofereceu nessa manhã - Uma hora por dia, de Maria Helena Azevedo, 7 Letras, 2008).
segunda-feira, novembro 24, 2008
Outra data natalícia
Ontem meu neto do coração completou 3 anos. Não pude dar-lhe muitos beijinhos de parabéns, pois a família chegou tarde.
Hoje, para minha alegria, veio visitar-me, antes de ir para a escolinha.
Dei-lhe um beijinho doce na testa e combinamos amanhã um encontro: enfeitaremos, juntos, a árvore de Natal.
Já tirei do armário as caixas com enfeites. Tudo está preparado, à espera desse convívio.
"Um sopro de júbilo" - pensando em Maria Gabriela Llansol
Hoje Maria Gabriela completaria 77 anos. Desde o dia 3 de março de 2008 o “tempo transborda”, como num dos poemas de Éluard, que ela traduziu. Copio para a Amiga as palavras que escreveu para o Amigo: “Mas o tempo, contado pela terra, é inútil para el[a]. El[a] caiu agora onde fica o segredo da contagem”. Com Augusto, o seu ambo, Gabriela sente e experimenta a eternidade.
Canto-lhe a leitura quase todos os dias, silenciosamente, como no nosso último encontro em Sintra, em 2007, um pouco antes de ela penetrar a face do invisível: na quase penumbra do quarto, sentada num banquinho, diante da cadeira onde ela costumava sentar, li em absoluto silêncio as primeiras páginas de um exemplar de Os cantores de leitura, ainda não lançado. Ela interrompeu o curso de silêncio ao perceber um breve movimento na minha face.
- Estás a gostar?
Seguro-lhe as mãos, acaricio-lhe a fronte, e sussurro-lhe ao pé do ouvido, em ponto de beijo.
- Sim, Maria Gabriela, sorrio para a palavra que anuncia o texto prosseguindo – nostalgria, a transformação da tristeza em “sopro de júbilo”.
Canto-lhe a leitura quase todos os dias, silenciosamente, como no nosso último encontro em Sintra, em 2007, um pouco antes de ela penetrar a face do invisível: na quase penumbra do quarto, sentada num banquinho, diante da cadeira onde ela costumava sentar, li em absoluto silêncio as primeiras páginas de um exemplar de Os cantores de leitura, ainda não lançado. Ela interrompeu o curso de silêncio ao perceber um breve movimento na minha face.
- Estás a gostar?
Seguro-lhe as mãos, acaricio-lhe a fronte, e sussurro-lhe ao pé do ouvido, em ponto de beijo.
- Sim, Maria Gabriela, sorrio para a palavra que anuncia o texto prosseguindo – nostalgria, a transformação da tristeza em “sopro de júbilo”.
domingo, novembro 23, 2008
Sementes de rosmaninho 3
Creio que me enganei, por desconhecer os tempo da germinação das sementes de rosmaninho. Desde ontem percebi que despontam na terra três pequenos filamentos verdes. Serão enfim os futuros rosmaninhos ou apenas ervas daninhas? Torço para que a primeira hipótese se confirme.
terça-feira, novembro 18, 2008
Sementes de rosmaninho 2
Como eu previa, as sementes de rosmaninho não germinaram. Deixo aqui outras sementes, colhidas no herbário de livros de Maria Gabriela Llansol:
"Dispus-me, pois, a contar em breves palavras essa experiência do vazio, vendo o sol ao fundo, e tando comigo, sobre os joelhos e na mesa ao lado, o livro de Ibn'Arabi.
A terra em vida.
Herdar a terra.
O rosmaninho e a sálvia.
Sentia-me atraída pelo medo na sua selva de espaço, lê-lo levava-me a perder-me e a esperar. A sálvia, o rosmaninho, este livro, são meus companheiros."
(Finita. Diário 2. Lisboa: Rolim, 1987, p. 159)
"Dispus-me, pois, a contar em breves palavras essa experiência do vazio, vendo o sol ao fundo, e tando comigo, sobre os joelhos e na mesa ao lado, o livro de Ibn'Arabi.
A terra em vida.
Herdar a terra.
O rosmaninho e a sálvia.
Sentia-me atraída pelo medo na sua selva de espaço, lê-lo levava-me a perder-me e a esperar. A sálvia, o rosmaninho, este livro, são meus companheiros."
(Finita. Diário 2. Lisboa: Rolim, 1987, p. 159)
domingo, novembro 16, 2008
O som do coração e Orquestra dos meninos
Assisti recentemente a dois filmes que associam infância e música.
O som do coração (titulo brasileiro do filme August Rush, dirigido por Kirsten Sheridan, EUA, 2007) conta a história de um menino, criado num orfanato, que recorre ao seu prodigioso dom musical para encontrar seus pais, também músicos (ele, um cantor de banda de rock e ela, musicista de orquestra).
Por sua vez, Orquestra dos meninos (Brasil, 2007, direção de Paulo Thiago) inspira-se na vida do maestro Mozart Vieira, cujo dom musical, herança de seu avô (regente de uma banda e responsável pela escolha do nome do menino), evidencia-se também na infância, tal como ocorre com August.
Em ambos, vi manifesto o dom da lira de Orfeu. Enquanto o menino August apreende e harmoniza sons da cidade, o menino Mozart capta e cria a partir dos sons da natureza, no agreste pernambucano.
O filme brasileiro toca-me particularmente. A história acompanha a luta de Mozart, já adulto, para dar corpo a um sonho, capaz de amplificar o dom de menino: ensinar música às crianças pobres do sertão, ajudando-as a encontrar o seu próprio dom.
Comove-me a imensa fé do jovem músico-professor no poder da educação para o ser estético. Comove-me ver aquelas infâncias quase perdidas encontrarem um sentido e mudarem o seu destino de fome e miséria, inscrito nos pés descalços, nas mãos cheias bolhas, no corpo anêmico e franzino.
Comove-me o fato de o companheiro do menino Mozart, que lia tão concentrado As caçadas de Pedrinho (de Monteiro Lobato), não ter conseguido prosseguir a leitura e fazer dela um dom: adulto, sucumbe à depressão, não suportando o peso de viver. Mas comove-me também saber que esta nota desafinada faz parte da pauta humana e que não estava ao alcance de Mozart, por mais amigo e artista que fosse, fazer dela um acorde perfeito.
sábado, novembro 15, 2008
Sementes de rosmaninho
Ontem semeei sementes de rosmaninho. Minha filha ganhou-as num Shopping português e deu-mas. Não sei se germinarão: as sementes devem estar velhas e agora não bate muito sol na varanda devido à sombra da ramagem da amendoeira.
Há muito pensava pô-las na terra, mas o tempo foi passando, o envelope escondeu-se dos meus olhos e acabei por não mais me lembrar...
Encontrei o pequeno envelope na mesa-escrivaninha do meu quarto, entre folhas, livros e agendas. Enquanto lia as instruções e mexia na terra, pensei com afeto na minha filha e na Maria Gabriela Llansol: ali havia um biblioteca de ervas ou um herbário de livros.
sexta-feira, novembro 14, 2008
Pessoa em mim - 1
Eu nunca guardei rebanhos,
mas ________
trago sempre comigo
o pensamento vivo
de Pessoa em mim
(Pessoa em mim é o titulo de um dos muitos livros que pretendo publicar – e que provavelmente nunca publicarei)
mas ________
trago sempre comigo
o pensamento vivo
de Pessoa em mim
(Pessoa em mim é o titulo de um dos muitos livros que pretendo publicar – e que provavelmente nunca publicarei)
As mãos, as mães e a blogosfera
As mãos tecem
a agulha move-se
o fio corre entre os dedos
o tecido cresce
engolindo o tempo
encurtando a distância
tramando regressos
como quem canta o amor
(escrito ao ler o post de hoje in bordadoingles.blogspot.com)
a agulha move-se
o fio corre entre os dedos
o tecido cresce
engolindo o tempo
encurtando a distância
tramando regressos
como quem canta o amor
(escrito ao ler o post de hoje in bordadoingles.blogspot.com)
segunda-feira, novembro 10, 2008
O calor está chegando...
Para alegria de muitos, os termômetros cariocas indicam que a temperatura está subindo, anunciando um Verão que em breve chegará.
Amo a paisagem da orla de Copacabana, mas com temperatura amena. Uma espécie de verão-outono, com muita luz e pouco calor, mais Setembro que Dezembro...
Amo a paisagem da orla de Copacabana, mas com temperatura amena. Uma espécie de verão-outono, com muita luz e pouco calor, mais Setembro que Dezembro...
domingo, novembro 09, 2008
papagaio de papel
extasiada
estendo o braço
à lua lá no céu
movo o olhar
cubro a distância
e assim faço
vogar no ar
meu singular
papagaio de papel
(poema - ? - escrito nesta manhã, após mostrar à minha netinha, através da web can, um livro sobre pipas)
estendo o braço
à lua lá no céu
movo o olhar
cubro a distância
e assim faço
vogar no ar
meu singular
papagaio de papel
(poema - ? - escrito nesta manhã, após mostrar à minha netinha, através da web can, um livro sobre pipas)
Será arte?
deter o tempo
no átimo
de pleno viço
que precede
a degeneração
(poema - haicai? - que me surgiu ontem no ponto do ônibus, após assistir a um documentário sobre o poeta Waly Salomão)
no átimo
de pleno viço
que precede
a degeneração
(poema - haicai? - que me surgiu ontem no ponto do ônibus, após assistir a um documentário sobre o poeta Waly Salomão)
sábado, novembro 08, 2008
Livro sobre pipas ou papagaios de papel
Já escrevi sobre Fadas & Bruxas; Saci; Boto, Iara e Iemanjá. E também sobre Pão (a publicar) e Acalantos (recentemente enviado para apreciação da editora, em Portugal).
No momento, escrevo dois livros (em forma de B.I.): sobre o Boitatá e a Boiuna e sobre Pipas ou Papagaios de papel.
Todas as contribuições serão bem-vindas.
No momento, escrevo dois livros (em forma de B.I.): sobre o Boitatá e a Boiuna e sobre Pipas ou Papagaios de papel.
Todas as contribuições serão bem-vindas.
sexta-feira, novembro 07, 2008
O amor de uma criança
O menininho sentiu a minha longa ausência. A princípio ele não fez muita festa ao nos ver e não respondia aos meus acenos, quando a empregada ou a mãe o traziam de manhã na área de serviço para trocar a fralda da noite (ele já não usa de dia).
Dei tempo ao tempo, sem pressa. Foi vindo aos poucos. Na segunda semana, veio duas vezes de manhã, antes da creche. Mas ao retornar de tarde não mais me chamada para brincar pela fresta da varanda. Nesta semana, ao voltar da escolinha, já pediu seguidamente para vir brincar na casa da titia. Ontem, trouxe boa parte da sua frota de carrinhos. Contei-lhe uma história - de um menino, seus amigos e sua pipa -, naturalmente a partir das imagens de um livro*.
Amor precisa de alimento cotidiano, com o pão do afeto e do imaginário. Sobretudo quando é amor de criança.
*MUTH, Jon J. (Texto e ilustrações). As três perguntas. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (baseado numa história de Leon Tolstoi).
quarta-feira, novembro 05, 2008
O novo rosto da América
Após a imensa decepção com o Sr. L. no Brasil, pensei não mais me empolgar com eleições, fossem onde fossem. Apesar de atualmente sentir um desencanto geral, não me surpreendi por ver-me torcendo por Obama, por tudo que a sua vitória nas urnas significa. O agora presidente eleito dos EUA já me havia conquistado há muito, quando assisti a uma entrevista dele num célebre programa americano. Mas uma coisa é simpatizar com um possível candidato e outra é almejar a sua vitória. Lembro-me, contudo, de ter apreciado a sua postura e de perceber nele a chama de um líder nato, um vencedor, mas através de muito empenho e esforço pessoal.
Nada entendo de crise econômica nem de política internacional. Não sei que tipo de repercussão a sua plataforma política terá para a economia do Brasil. Só sei que me apraz profundamente a resposta da população e a assunção deste novo rosto compósito pela América.
Foi bonita a festa.
Nada entendo de crise econômica nem de política internacional. Não sei que tipo de repercussão a sua plataforma política terá para a economia do Brasil. Só sei que me apraz profundamente a resposta da população e a assunção deste novo rosto compósito pela América.
Foi bonita a festa.
terça-feira, novembro 04, 2008
Um manuscrito interrompido
Arrumando gavetas e estantes, encontrei um fragmento de texto manuscrito numa folha de papel quadriculado. Reconheço a letra - é de alguém muito amado, quando ainda era um jovem, e já revelava afinidades poéticas. Pode ser cópia de algum texto que o jovem leitor apreciou ou - penso que esta hipótese é mais provável - sua própria criação. O texto interrompe-se de repente, na inicial de uma palavra:
"Vi outras vidas movendo-se. Sonhei os sonhos que estas vidas sonharam. Senti o que elas sentiram. Mas não são vidas, são criações. Me tocam e fazem-se p"
segunda-feira, novembro 03, 2008
Um pouco de sol e mar
Ontem, domingo, foi dia de andar na avenida Atlântica, fechada ao tráfego, transformada em imensa área de lazer.
Amo este lugar. Para mim, talvez o mais carioca de todos. É perfeita a combinação de sol, mar, tarde de domingo, pessoas e famílias se divertindo... Enquanto ando, de mãos dadas com o meu amor, neste Novembro que mais parece Setembro, sinto o sol aquecendo suavemente o rosto. Respiro fundo. Sorrio. Vejo homens-estátua (penso na minha filha e nos personagens de Lídia Jorge) e outros artistas populares lutando pelo seu ganha-pão, crianças pedalando carrinhos alugados, sob o olhar atento dos pais (penso no meu filho e na minha neta, imaginando que bem poderiam estar ali), ciclistas, banhistas, a estátua do poeta Drummond, o Posto Seis, a orla maravilhosa de Copacabana.
Volto revigorada. É muito bom viver.
Amo este lugar. Para mim, talvez o mais carioca de todos. É perfeita a combinação de sol, mar, tarde de domingo, pessoas e famílias se divertindo... Enquanto ando, de mãos dadas com o meu amor, neste Novembro que mais parece Setembro, sinto o sol aquecendo suavemente o rosto. Respiro fundo. Sorrio. Vejo homens-estátua (penso na minha filha e nos personagens de Lídia Jorge) e outros artistas populares lutando pelo seu ganha-pão, crianças pedalando carrinhos alugados, sob o olhar atento dos pais (penso no meu filho e na minha neta, imaginando que bem poderiam estar ali), ciclistas, banhistas, a estátua do poeta Drummond, o Posto Seis, a orla maravilhosa de Copacabana.
Volto revigorada. É muito bom viver.
domingo, novembro 02, 2008
Lendo Llansol - para o dia de hoje
para Maria Gabriela Llansol, Amiga,
e Antonio Almeida Azevedo, Pai
- os meus mortos mais queridos
(só fisicamente ausentes - vivos, no jardim que o afeto permite)
" (2 de Novembro)
Os cultivo, fiel aos meus, no jardim abismático que aqui
Me trouxe - Ana e Myriam, Parménides, Prunus Triloba,
Maya, Potropato, Suso, Eckhart, Müntzer, O Pobre, Alice,
Alisubbo, João da Cruz, Ana de Penãlosa, Margarida, Isabôl,
Copérnico, Comuns, Spinoza, Coração do Urso, Bach,
Hölderlin, Nietzsche, Teresa Martin, Kierkgaard, Rilke, Pai,
Maria Adélia, Avó Maria, Jorge Anés, Mãe, Jade, Vergílio
Ferreira _______ até à luz da ressurreição."
(estância 306 de O começo de um livro é precioso. Lisboa: Assírio & Alvim, 2003)
e Antonio Almeida Azevedo, Pai
- os meus mortos mais queridos
(só fisicamente ausentes - vivos, no jardim que o afeto permite)
" (2 de Novembro)
Os cultivo, fiel aos meus, no jardim abismático que aqui
Me trouxe - Ana e Myriam, Parménides, Prunus Triloba,
Maya, Potropato, Suso, Eckhart, Müntzer, O Pobre, Alice,
Alisubbo, João da Cruz, Ana de Penãlosa, Margarida, Isabôl,
Copérnico, Comuns, Spinoza, Coração do Urso, Bach,
Hölderlin, Nietzsche, Teresa Martin, Kierkgaard, Rilke, Pai,
Maria Adélia, Avó Maria, Jorge Anés, Mãe, Jade, Vergílio
Ferreira _______ até à luz da ressurreição."
(estância 306 de O começo de um livro é precioso. Lisboa: Assírio & Alvim, 2003)
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