Um pássaro muito pequeno e belo começou a frequentar a minha varanda.
Dias a fio, contemplei-o atrás da vidraça, a levar fiapos e minúsculas folhagens no bico.
Ia e vinha, em direção à grande amendoeira que deita ramos e sombra sobre o meu apartamento.
Pensei: anda a fazer ninho na árvore. Mas onde?
Ontem - surpresa! - descobri onde construiu o ninho.
Extasiada, chamei a filha da vizinha para ver.
Prodígio de engenharia aérea, o ninho balançava num galho.
Sei bem que um passarinho fazer ninho num galho é algo comum na natureza.
Mas não é comum se o galho for de um vaso de plantas de uma varanda de um apartamento de Copacabana!
Agora sei que tenho que ir até lá com cuidado, para não assustá-lo(a).
Temo esquecer e entrar de repente.
Temo que enjeite o ninho e desista de lá pôr os ovos.
Mal posso esperar pelo nascimento dos filhotes...
Um blogue escrito por três pares de mãos separados por águas atlânticas. Uma viagem com escalas no Rio de Janeiro, em Londres e Senhora da Hora.
sábado, maio 01, 2010
sábado, abril 17, 2010
85 anos
Hoje farias anos.
Se estivesees conosco, haveria festa.
Continuarias a ser o senhor muito elegante e charmoso que sempre foste.
E sobretudo ainda serias a pessoa maravilhosa que eras.
Assim permaneces na lembrança. Vivo.
Ficaste com uma forte imagem afetivas da minha vida.
Nesta semana, fui assistir ao filme "Chico Xavier".
Pensei muito em ti.
Chico Xavier ensinou sobre as lágrimas pelos que partiram.
Aos poucos espero aprender.
Se estivesees conosco, haveria festa.
Continuarias a ser o senhor muito elegante e charmoso que sempre foste.
E sobretudo ainda serias a pessoa maravilhosa que eras.
Assim permaneces na lembrança. Vivo.
Ficaste com uma forte imagem afetivas da minha vida.
Nesta semana, fui assistir ao filme "Chico Xavier".
Pensei muito em ti.
Chico Xavier ensinou sobre as lágrimas pelos que partiram.
Aos poucos espero aprender.
quinta-feira, abril 08, 2010
O gatinho, as árvores, a chuva no Rio
Bairro Peixoto, Copacabana. Duas belas árvores não resistiram às fortes chuvas que caíram sobre o Rio. Tombaram uma sobre a outra, de noite, antes do início da feira livre. Como se não quisessem machucar ninguém.
Dias antes, um gato subira na maior delas e não conseguiu descer. Para alegria da dona, uma operação do corpo de bombeiros conseguiu salvar o gatinho, sob aplausos dos moradores do bairro.
Hoje a árvore maior e a companheira estão reduzidas a troncos e galhos decepados. No lugar delas, um vazio.
Este é apenas um pequeno retrato da tristeza geral diante da enchente que levou muitas vidas e sonhos e destruiu parte da beleza da cidade.
Agora é a hora da solidariedade de todos os que escaparam imunes à destruição.
Dias antes, um gato subira na maior delas e não conseguiu descer. Para alegria da dona, uma operação do corpo de bombeiros conseguiu salvar o gatinho, sob aplausos dos moradores do bairro.
Hoje a árvore maior e a companheira estão reduzidas a troncos e galhos decepados. No lugar delas, um vazio.
Este é apenas um pequeno retrato da tristeza geral diante da enchente que levou muitas vidas e sonhos e destruiu parte da beleza da cidade.
Agora é a hora da solidariedade de todos os que escaparam imunes à destruição.
sábado, abril 03, 2010
Para alimentar a alma I: "Pra dizer adeus"
Pra dizer adeus
Edu Lobo/Torquato Neto
Adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinha
Tão sozinha amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Deste meu caminho
Ah! Pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto, eu queria dizer
Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus
Edu Lobo/Torquato Neto
Adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinha
Tão sozinha amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Deste meu caminho
Ah! Pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto, eu queria dizer
Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus
quarta-feira, março 03, 2010
Aniversário da passagem de Maria Gabriela Llansol
Acordo.
Penso com muito carinho nela.
Abro meus mails.
E recebo esta mensagem do Espaço Llansol.
Em fundo azul, cor preferida, no trabalho sobre o seu próprio luto pelo Amigo:
"Nós e a morte ______são duas transparências que passam uma através da outra"
(Cad.1.09.28)
Penso com muito carinho nela.
Abro meus mails.
E recebo esta mensagem do Espaço Llansol.
Em fundo azul, cor preferida, no trabalho sobre o seu próprio luto pelo Amigo:
"Nós e a morte ______são duas transparências que passam uma através da outra"
(Cad.1.09.28)
quarta-feira, dezembro 30, 2009
Poema-cartão de Natal
Outra mensagem natalina em forma de poema:
Cartão de Natal
João Cabral de Melo Neto
Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno,
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de vôo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:
que desta vez não perca esse cadernos
ua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não.
Cartão de Natal
João Cabral de Melo Neto
Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno,
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de vôo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:
que desta vez não perca esse cadernos
ua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não.
O que penso do Natal
Um amigo enviou-me esta mensagem que resume poeticamente o que penso do Natal:
O Natal não é ornamento: é fermento
É um impulso divino que irrompe pelo interior da história
Uma expectativa de semente lançada
Um alvoroço que nos acorda
para a dicção surpreendente que Deus faz
da nossa humanidade
O Natal não é ornamento: é fermento
Dentro de nós recria, amplia, expande
O Natal não se confunde com o tráfico sonolento dos
símbolos
nem se deixa aprisionar ao consumismo sonoro
de ocasião
A simplicidade que nos propõe
não é o simplismo ágil das frases-feitas
Os gestos que melhor o desenham
não são os da coreografia previsível das convenções
O Natal não é ornamento: é movimento
Teremos sempre de caminhar para o encontrar!
Entre a noite e o dia
Entre a tarefa e o dom
Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo
Entre a palavra e o silêncio que buscamos
Uma estrela nos guiará
José Tolentino Mendonça
O Natal não é ornamento: é fermento
É um impulso divino que irrompe pelo interior da história
Uma expectativa de semente lançada
Um alvoroço que nos acorda
para a dicção surpreendente que Deus faz
da nossa humanidade
O Natal não é ornamento: é fermento
Dentro de nós recria, amplia, expande
O Natal não se confunde com o tráfico sonolento dos
símbolos
nem se deixa aprisionar ao consumismo sonoro
de ocasião
A simplicidade que nos propõe
não é o simplismo ágil das frases-feitas
Os gestos que melhor o desenham
não são os da coreografia previsível das convenções
O Natal não é ornamento: é movimento
Teremos sempre de caminhar para o encontrar!
Entre a noite e o dia
Entre a tarefa e o dom
Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo
Entre a palavra e o silêncio que buscamos
Uma estrela nos guiará
José Tolentino Mendonça
sexta-feira, dezembro 25, 2009
O perigo da alienação parental
Ando a ler e a reflectir sobre os efeitos da alienação parental, algo bem mais comum do que se supõe.
Alienação parental, termo proposto por Richard Gardner, em 1985, designa a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro cônjuge, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.
Por exemplo, o genitor alienante -em geral o que detém e monopoliza a guarda da criança - refere, com insistência, fatos e acontecimentos que denigrem a imagem do outro genitor e procura dificultar o convívio da criança com o ex-cônjuge e com a família dele, comprometendo o estabelecimento de laços afetivos e o desenvolvimento saúdável do filho.
A respeito da Síndrome de Alienação Parental (SAP), ler:
http://www.alienacaoparental.com.br/o-que-e
http://www.pailegal.net/chicus.asp?rvTextoId=-435121337
http://www.criancafelizrs.com/
Alienação parental, termo proposto por Richard Gardner, em 1985, designa a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro cônjuge, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.
Por exemplo, o genitor alienante -em geral o que detém e monopoliza a guarda da criança - refere, com insistência, fatos e acontecimentos que denigrem a imagem do outro genitor e procura dificultar o convívio da criança com o ex-cônjuge e com a família dele, comprometendo o estabelecimento de laços afetivos e o desenvolvimento saúdável do filho.
A respeito da Síndrome de Alienação Parental (SAP), ler:
http://www.alienacaoparental.com.br/o-que-e
http://www.pailegal.net/chicus.asp?rvTextoId=-435121337
http://www.criancafelizrs.com/
terça-feira, dezembro 22, 2009
Um novo visitante na varanda
Não é um macaquinho.
Nem um morcego (felizmente se foram).
É um picapau.
Todos os dias bate com o bico na vidraça da varanda.
Deve haver algum tipo de alimento (insetos? larvas?) nas frestas de borracha.
Está ficando íntimo.
Já não esvoaça para a amendoeira quando me aproximo.
Apetece-me dizer-lhe: "seja bem-vindo!"
Nem um morcego (felizmente se foram).
É um picapau.
Todos os dias bate com o bico na vidraça da varanda.
Deve haver algum tipo de alimento (insetos? larvas?) nas frestas de borracha.
Está ficando íntimo.
Já não esvoaça para a amendoeira quando me aproximo.
Apetece-me dizer-lhe: "seja bem-vindo!"
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Dia dezoito, sete anos de ausência
a forma como soubeste passar
decidiu
o quanto de eternidade
em mim
conquistaste
decidiu
o quanto de eternidade
em mim
conquistaste
segunda-feira, novembro 02, 2009
Fiel aos meus, vivos no jardim que a ressuscitação permite
Ao meu pai, Antonio Almeida Azevedo,
ao meu sogro, José dos Santos Soares,
à amiga Maria Gabriela Llansol,
dedico o meu pensamento afetivo
ao meu sogro, José dos Santos Soares,
à amiga Maria Gabriela Llansol,
dedico o meu pensamento afetivo
segunda-feira, agosto 03, 2009
Reencontro transoceânico
Desde finais de Julho o par de mãos residente no Brasil atravessou o Atlântico para visitar o par de mãos lusitano. Aqui onde a Europa começa e o reencontro de navegadores faz-se âncora, as vontades tecem cordas, as vozes criam laços e os olhares esticam as velas. O hiato não é grande, mas o que as novas tecnologias permitem só aguçam o desejo do sorriso e do abraço. Agora deste Porto de abrigo em terras de D. Sebastião, também criam-se pontes para a próxima viagem, desta vez às terras do Rei Arthur, onde o outro par de mãos aguarda serenamente o reencontro por vir.
quarta-feira, julho 22, 2009
Resultado da segunda sondagem
Colocando o mediatismo em segundo plano, a morte de Michael Jackson impressiona-nos pelo impacto da morte de um ícone pop, como já fora, por exemplo, a de Freddie Mercury, a de Elis Regina, no Brasil, ou a de Elvis Presley. A primeira lembrança que me ocorreu quando soube da morte através do Twitter foi a de ter esperado ansiosamente pela chegada do álbum Thriller e que meu avô, que estava na altura de férias no Brasil, resolvera sair comigo para comprar o vinil na loja mais próxima. Este foi o impacto de uma geração que viveu as músicas de Michael Jackson. É inegável a influência nas gerações que conviveram com suas músicas, nos que criaram e recriaram outras inspirados pelas que compuseram ao longo da carreira artística. O resultado da sondagem mostra isso: 3 acharam que o impacto é "muito grande", 2 acharam "considerável" e 1 achou "indefinido".
quarta-feira, julho 15, 2009
Para um querido aniversariante
quarta-feira, julho 01, 2009
Michael Jackson e a cultura pop mundial
No seguimento da nossa abordagem mais iteractiva com os leitores do Notícias do Cais, lançamos uma nova sondagem: Qual o impacto de Michael Jackson na cultura pop mundial? As votações decorrem por mais 14 dias. Participem!
domingo, junho 28, 2009
Resultados da primeira sondagem
Resultados: 4 votos para "agradável", 1 voto para "muito bom" e 1 voto para "demasiado pesado". Democracia: vamos manter o design actual. Desde já nosso obrigado pela participação!
quarta-feira, junho 17, 2009
Buquês de flores

Recebi preciosas prendas no meu aniversário.
Uma delas é um buquê de rosas, entre botão e flor entreabrindo-se. Pelo amor que a elas dedico, certamente durarão muito, como as rosas de Clarice. Enfeitam a sala, ao lado das bromélias oferecidas pelo meu amor.
A outra é este Noticias do cais, com novo design. Veio acompanhado de um post, com criatividade à altura do novo formato do blog.
O blog - país dos tukiamães - nasceu da tuki filha, para me ensinar a lidar com a saudades... Depois, acolheu as mãos do tuki filho, o criativo redesenhador e criador da história sobre o país dos tukiamães.
Assim circulam flores reais e virtuais. Com criatividade e muito afeto.
Uma delas é um buquê de rosas, entre botão e flor entreabrindo-se. Pelo amor que a elas dedico, certamente durarão muito, como as rosas de Clarice. Enfeitam a sala, ao lado das bromélias oferecidas pelo meu amor.
A outra é este Noticias do cais, com novo design. Veio acompanhado de um post, com criatividade à altura do novo formato do blog.
O blog - país dos tukiamães - nasceu da tuki filha, para me ensinar a lidar com a saudades... Depois, acolheu as mãos do tuki filho, o criativo redesenhador e criador da história sobre o país dos tukiamães.
Assim circulam flores reais e virtuais. Com criatividade e muito afeto.
terça-feira, junho 16, 2009
A origem de Tuki
Tuki nasceu na remota aldeia fictícia dos Tukiamãe. Desde sempre esta aldeia desenvolve sua cultura de forma partilhada, ensinando aos seus e aos outros que a maior das culturas é a global. Com o advento das modernidades, dois dos aldeões decidiram explorar novas terras. Um deles, Portucale, terras de D. Sebastião, o outro, as terras do Rei Arthur. Tuki aprendeu já com sua mãe que aprendera com sua avó: os aldeões de Tukiamãe são como pássaros e voam em busca do horizonte. E assim foi, Tuki continuou seu caminho pela aldeia, partilhando a cultura do seu povo com as outras terras, com as outras gentes.
Hoje Tuki faz anos, e a aldeia global está em festa!
Hoje Tuki faz anos, e a aldeia global está em festa!
segunda-feira, junho 15, 2009
O bordado de Maria Gabriela Llansol

"Leio um texto e vou-o cobrindo com o meu próprio texto […]. [P]arece-me que um fino pano flutua entre os olhos e a mão e acaba cobrindo com uma rede, uma nuvem, o já escrito. O meu texto é completamente transparente e percebo a topografia das primeiras palavras.
Situo-me historicamente ao lado de outras mãos que bordaram tecidos de outra época. […] Passo da escrita ao bordado traduzindo como se ambos fossem a minha palavra [...]. Com um livro se escreve outro livro.
Eu escrevo, depois leio o que escrevo como se não o tivesse escrito."
Texto: fragmento de Maria Gabriela Llansol
Imagem: Marilyn Silverstone /Magnum (Delhi, Índia, 1966)
Situo-me historicamente ao lado de outras mãos que bordaram tecidos de outra época. […] Passo da escrita ao bordado traduzindo como se ambos fossem a minha palavra [...]. Com um livro se escreve outro livro.
Eu escrevo, depois leio o que escrevo como se não o tivesse escrito."
Texto: fragmento de Maria Gabriela Llansol
Imagem: Marilyn Silverstone /Magnum (Delhi, Índia, 1966)
sábado, junho 13, 2009
Novo Cais
O Notícias do Cais tem um novo design. A foto em background é de um cais do lago Ossiach, em Villach, Austria. Este novo "cais" para o blog inaugura igualmente um espaço de votação (à direita), onde periodicamente iremos levantar algumas questões no âmbito da nossa missão de juntar na escrita os "três pares de mãos separados por águas atlânticas".
Subscrever:
Mensagens (Atom)