Hoje meu avô faria 86 anos. O que foi, o que é por nós (os que ficaram) e o que será (nas memórias que vamos repetir) é como a vida: o Tempo passa e as horas ficam. O presente é feito de vivências e acções, e o futuro de concretizações e possibilidades. As horas passam e o Tempo fica à espera do amanhã.
Um blogue escrito por três pares de mãos separados por águas atlânticas. Uma viagem com escalas no Rio de Janeiro, em Londres e Senhora da Hora.
domingo, abril 17, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
quinta-feira, janeiro 06, 2011
O primeiro dentinho que cair é da vovó!
Combinei com a minha netinha que quando o primeiro dentinho dela caísse, ela guardaria para mim, mesmo que eu estivesse longe.
Soube que já tem um dentinho "a abanar" (já está mole, como se diria no Brasil).
Ela não se esqueceu da promessa: "é para a vovó".
Mesmo assim continuará linda.
E eu terei um enfeite único no meu cordão.
Soube que já tem um dentinho "a abanar" (já está mole, como se diria no Brasil).
Ela não se esqueceu da promessa: "é para a vovó".
Agora é só esperar mais um pouco.
Em breve ao sorrir ela terá uma janelinha ...Mesmo assim continuará linda.
E eu terei um enfeite único no meu cordão.
domingo, janeiro 02, 2011
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Alcoolismo
Num breve intervalo de minutos ontem de tarde fui confrontada com dois casos de alcoolismo. Pensei muito sobre eles enquanto caminhava.
No primeiro, tomei conhecimento de que um porteiro finge que está limpando com álcool a vidraça da portaria e, quando não há ninguém por perto, toma rapidamente um gole de álcool puro para alimentar o vício!
Logo a seguir, vejo um jovem, também viciado em álcool, aproximar-se de uma macumba, benzer-se e respeitosamente pedir licença para retirar a garrafa de caninha:
- Licença, meu santo, mas estou sem dinheiro...
quinta-feira, novembro 11, 2010
Prestes a nascer
quarta-feira, novembro 10, 2010
O menino
terça-feira, novembro 09, 2010
Uma linda família
domingo, novembro 07, 2010
Uma grande mulher
Hoje, enquanto andava com o meu amor pelo calçadão de Copacabana, recebi uma linda declaração de amor:
- Tu és uma grande mulher.
Em seguida, um forte aperto de mão.
Mútuos olhos húmidos.
Ganhei o dia. Não precisava ouvir ou receber mais nada.
- Tu és uma grande mulher.
Em seguida, um forte aperto de mão.
Mútuos olhos húmidos.
Ganhei o dia. Não precisava ouvir ou receber mais nada.
"José e Pilar"
Ontem assisti ao documetário "José e Pilar".
Pensei: este homem, José Saramago, antes de conhecer esta mulher, Pilar Del Rio, já havia escrito o desejo de encontrá-la.
Se é verdade que a comunidade humana é um desastre, como afirmou o escritor, é também verdade que ela se redime em histórias de amor como estas - na que ele viveu com Pilar e nas que deu vida em seus romances.
Pensei: este homem, José Saramago, antes de conhecer esta mulher, Pilar Del Rio, já havia escrito o desejo de encontrá-la.
Se é verdade que a comunidade humana é um desastre, como afirmou o escritor, é também verdade que ela se redime em histórias de amor como estas - na que ele viveu com Pilar e nas que deu vida em seus romances.
sábado, novembro 06, 2010
Klimt?
O desenho da criança (cf. post de 1 de novembro) cheio de pequeninas figuras geométricas coloridas faz lembrar a pintura de Klimt. Mas decerto ela nunca viu nenhuma pintura deste pintor amado pela madrinha. Afinidades estéticas e afetivas?
terça-feira, novembro 02, 2010
Ao meu sogro José, também pai
Saudades da sua doçura e bondade, da sua ampla e includente forma de amar.
A minha gratidão, por sempre me ter acolhido como filha.
A minha gratidão, por sempre me ter acolhido como filha.
segunda-feira, novembro 01, 2010
As crianças, o desenho, o SOL

1977. Uma criança parece ignorar o exercício de avaliação e entretém-se a desenhar um Sol imenso. Os raios derramam-se entre o cabeçalho e o enunciado das questões, e se prolongam até o fim da primeira página.
A professora encanta-se com o desenho espontâneo da criança mas incentiva-a a terminar a tarefa escolar. A mãe também se encanta e guarda este belo trabalho. Por onde andará? Talvez jamais o encontre entre tantos papeis. Mas sempre saberá como encontrá-lo no lugar onde as coisas nunca se perdem.
2010. Uma criança faz sempre um Sol em seus desenhos cheios de detalhes e de cores. Através da webcan, a avó da criança (mãe da criança da primeira história) assiste a uma cena que a faz lembrar da antiga cena: a criança pede ao pai para escolher qual dos desenhos é o mais bonito. "Os dois são bonitos", responde o pai. A criança oferece ao pai um dos desenhos, recebe um afago de volta e vai brincar.
O pai comenta com a avó que a psicóloga atribui um significado especial à presença deste Sol constante. A avó acrescenta: "Sim, Sol é vida." E depois pensa: "Talvez este desenho também se perca entre os papeis do pai. Mas ele sempre saberá como encontrá-lo".
A professora encanta-se com o desenho espontâneo da criança mas incentiva-a a terminar a tarefa escolar. A mãe também se encanta e guarda este belo trabalho. Por onde andará? Talvez jamais o encontre entre tantos papeis. Mas sempre saberá como encontrá-lo no lugar onde as coisas nunca se perdem.
2010. Uma criança faz sempre um Sol em seus desenhos cheios de detalhes e de cores. Através da webcan, a avó da criança (mãe da criança da primeira história) assiste a uma cena que a faz lembrar da antiga cena: a criança pede ao pai para escolher qual dos desenhos é o mais bonito. "Os dois são bonitos", responde o pai. A criança oferece ao pai um dos desenhos, recebe um afago de volta e vai brincar.
O pai comenta com a avó que a psicóloga atribui um significado especial à presença deste Sol constante. A avó acrescenta: "Sim, Sol é vida." E depois pensa: "Talvez este desenho também se perca entre os papeis do pai. Mas ele sempre saberá como encontrá-lo".
quinta-feira, outubro 28, 2010
Rede de afetos I - O neto e o avô dos castelos

O menino tinha cerca de 4 ou 5 anos.
Esta foi talvez a sua segunda viagem a Portugal.
Adorava passear de carro com o avô.
Maravilhava-se sobretudo com os castelos.
Nunca se cansava de ver castelos e mais castelos.
De tanto passear com o avô e pedir-lhe para ver castelos, passou a chamá-lo de avô dos castelos.
Talvez também o avô intimamente o chamasse neto dos castelos...
quarta-feira, outubro 27, 2010
Crianças, afetos e bichos
Hoje, no primeiro intervalo da escrita, fui visitar a minha neta do coração, a mãe dela e a nova habitante da casa.
Não é peixe, nem cão, nem gato.
É uma coelha - a coelha Pipoca.
Vive numa gaiola grande na sala, sem sustos diante dos humanos. Por vezes fica solta na varanda.
Volto para a casa contente do breve dedo de prosa trocado com a vizinha, enquanto ela pintava uma caixa de retratos, prenda para a sogra.
Ao retomar a escrita, ouço a conhecida corrida do outro neto do coração pelo corredor.
Ele veio me visitar antes de ir para a creche. Sentiu saudades.
Levou o carrinho do meu filho e deixou um livro de histórias.
Logo mais vamos destrocar.
Oh coisa boa!
Não é peixe, nem cão, nem gato.
É uma coelha - a coelha Pipoca.
Vive numa gaiola grande na sala, sem sustos diante dos humanos. Por vezes fica solta na varanda.
Volto para a casa contente do breve dedo de prosa trocado com a vizinha, enquanto ela pintava uma caixa de retratos, prenda para a sogra.
Ao retomar a escrita, ouço a conhecida corrida do outro neto do coração pelo corredor.
Ele veio me visitar antes de ir para a creche. Sentiu saudades.
Levou o carrinho do meu filho e deixou um livro de histórias.
Logo mais vamos destrocar.
Oh coisa boa!
sábado, outubro 23, 2010
Calmo Bairro Peixoto, nesta linda Copacabana...
Este é um dos lugares em que meu corpo encontra-se em plena sintonia com o meu espírito.
Amo receber a acolhida calorosa da minha vizinha, guardiã das minhas plantas e da minha correspondência,
e os rostos sorridentes de vizinhos e amigos que reencontramos no elevador e na calçada.
Amo ir a pé aos mercados próximos, onde compramos os nossos alimentos. e andar pelo calcadão de vista esplendorosa para o mar.
Tudo isto ajuda a bem regressar.
Sinto falta, é claro, das pessoas amadas que deixei do outro lado do cais,
mas conforta-me (re)encontrar este ponto de coincidência sustentado por tanto calor humano e pela beleza da paisagem.
Amo receber a acolhida calorosa da minha vizinha, guardiã das minhas plantas e da minha correspondência,
e o abraço espontâneo dos meus netos do coração.
Amo rever a generosa arcada verde das árvores da Rua Maestro Francisco Braga,e os rostos sorridentes de vizinhos e amigos que reencontramos no elevador e na calçada.
Amo ir a pé aos mercados próximos, onde compramos os nossos alimentos. e andar pelo calcadão de vista esplendorosa para o mar.
Tudo isto ajuda a bem regressar.
Sinto falta, é claro, das pessoas amadas que deixei do outro lado do cais,
mas conforta-me (re)encontrar este ponto de coincidência sustentado por tanto calor humano e pela beleza da paisagem.
segunda-feira, julho 05, 2010
Para alimentar a alma III: "Eu sei que vou te amar"
Eu sei que vou te amar
(Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente eu sei que vou te amar
E cada verso meu será pra te dizer
Que eu sei que vou te amar por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
(Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente eu sei que vou te amar
E cada verso meu será pra te dizer
Que eu sei que vou te amar por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
domingo, julho 04, 2010
Bodas de esmeralda - Renovação de votos
Eu medito hoje, quarenta anos depois:
Sonhei ou vivi este longo-curto tempo?
Maravilho-me com tudo o que se passou
Entre sonho e realidade, entre alegrias (muitas) e alguma (inevitável) dor.
Raros e privilegiados são os amantes que assim contam o tempo,
Amando-se ainda, por causa de e apesar de,
Livres para parar mas escolhendo prosseguir na contagem,
Dias e dias até alcançar os cinquenta anos de ouro (e quem sabe mais...),
Amando-se e respeitando-se, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza.
Sonhei ou vivi este longo-curto tempo?
Maravilho-me com tudo o que se passou
Entre sonho e realidade, entre alegrias (muitas) e alguma (inevitável) dor.
Raros e privilegiados são os amantes que assim contam o tempo,
Amando-se ainda, por causa de e apesar de,
Livres para parar mas escolhendo prosseguir na contagem,
Dias e dias até alcançar os cinquenta anos de ouro (e quem sabe mais...),
Amando-se e respeitando-se, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza.
quinta-feira, junho 24, 2010
Carta-declaração de amor V
Querida "cobrinha",
ontem vovó foi numa loja comprar sandálias havainas para você.
Já comprei um par. Cor-de-rosa, claro.
Lá vi chinelos de todos os tamanhos. Algumas eram pequeninas, com elástico para firmar no pé, como as primeiras que você teve.
Você sabia que, quando as suas não serviram mais, seu papai me deu de lembrança? Estão guardadas na arca da casa de Arouca.
Não resisti e comprei outro par de sandálias. Espero que ninguém mais compre sandálias para você...)
Estas não são de praia. São bem diferentes. Lindas! Para passear com a roupa esportiva, de Verão, que vovó está levando na mala para a "cobrinha" muito amada. Muito chique!
ontem vovó foi numa loja comprar sandálias havainas para você.
Já comprei um par. Cor-de-rosa, claro.
Lá vi chinelos de todos os tamanhos. Algumas eram pequeninas, com elástico para firmar no pé, como as primeiras que você teve.
Você sabia que, quando as suas não serviram mais, seu papai me deu de lembrança? Estão guardadas na arca da casa de Arouca.
Não resisti e comprei outro par de sandálias. Espero que ninguém mais compre sandálias para você...)
Estas não são de praia. São bem diferentes. Lindas! Para passear com a roupa esportiva, de Verão, que vovó está levando na mala para a "cobrinha" muito amada. Muito chique!
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